E o outro filme é sobre Aquecimento Global, que nao parece a mesma coisa que Global Warming apesar de ser. Acho que sempre penso Global WarNing, o perigo do aquecimento. It sounds better. Bom, estou focando nas pessoas que nao esta nem ai. O nome do Filme é "It's the end of the world as we know it, and I feel fine". Of course, com a musica do REM. Acho que vai ficar divertido, ainda estou finalizando texto e edicao. Pra esse filme fui pra Oxford entrevistar um environmentalist Mark Lynas, muito bom. Ele realmente deixou de fazer varias coisas pra evitar o climate change, como viajar de aviao, andar de carro, ... Nos parques de Londres fiz vox pops com uma galera que nao ta nem ai. Entrevistei ainda um cientista muito bom de Reading, que aconselha o governo britanico. O cara é muito inteligente, muito bom. Deixei de fora dois entrevistados, um que acha que nada esta acontecendo da Associacao de Motoristas, e outra da Sustainability, uma empresa daqui que ajuda empresas a serem sustentaveis. Essa entrevistada é responsavel por paises em desenvolvimento como o Brasil, e fez um trabalho com a Natura. Queria ainda entrevistar um sociologo, mas ele estava...no Brasil, pode?
Vamos ver, vamos ver. Coloco no Youtube quando ficar pronto.
Agora vou tomar sorvete e ver um filme no Sergio, depois vou descansar que hoje trabalhei quase como um relogio.
Escrito por Mari às 19:15:24
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Faz mais de 2 meses que nao escrevo, estava - e ainda estou - cuidando dos meus filmes. Um deles é sobre soldados e famílias militares after guerra do Iraque. Como sao tratados, o que sentem. Acompanhei a cerimonia de encerramento do último hospital militar do UK em Gosport. La conheci varios velhinhos muito fofos, todos muito tristes com o fechamento do Hospital que é parte da vida deles lá. Entrevistei o último diretor militar do Hospital, uns civis e o councillor de Gosport, que ficou muito feliz em ter uma brasileira interessada na história deles.
Depois fui a Glasgow entrevistar a mae de um soldado que foi morto no Iraque aos 18 anos. Ela acha que ele nao teve treinamento necessário. Lá tirei a má impressao que Glasgow tinha me deixado quando fui com o Odi em 2005. Realmente, a cidade é cinza, fria e tá sempre com o tempo fechado. Mas as pessoas dao o colorido. Como sempre, viajando sozinha, voce nunca fica sozinha. Conheci 3 mulheres no onibus indo pra casa da mae do soldado, e uma delas que saiu antes do ponto onde eu tinha que parar foi pedir pro motorista nao esquecer de me avisar onde eu tinha que descer. E ainda na ida pra Glasgow sentei ao lado de um velhinho que me protegeu ate de um casaco que sem querer caiu nomeu colo no meio da viagem. Muito fofo! Na volta conheci um libanes que no fim nao estava no mesmo onibus que eu. Falava mais que a boca, acho que foi o meu anjinho que mandou ele pro outro coach. Bom, a Rose, mae do menino que morreu, é um exemplo de pessoa, tao firme, tao forte. Depois da morte do filho ela criou a Military Families Against the War, e ja reune 3 mil pessoas em todo o Reino Unido. O sobrenome dela é Gentle. Rose Gentle. Rosa Gentil.
Como meu onibus era so as 11 da noite, deu tempo de ir ao Primark comprar um casaco de 2 pounds e ao cinema (que esta no livro dos recordes por ser o cinema mais alto do mundo, com 9 andares de salas), assisti um filme meia boca que nem lembro o nome.
Depois de Glasgow foi a vez de Bridgend, em Wales. Entrevistei um membro da Forca Aérea que esteve no Iraque em 2003. Outro gente boa, foi até me buscar no ponto do onibus. Ele ainda deixou fotos, medalhas, mapa do Iraque separados pra filmagem. E Alem do Pais de Gales ser muito verde e de paisagens lindas, ao lado do ponto do onibus tinha um outlet, onde passei o tempo experimentando umas roupinhas, ja que nao comprei nada.
Eu e carrinho da Xanda com a camera e o tripe ainda seguimos para Bromsgrove, perto de Birmingham acompanhar um abaixo assinado da Military Families Against the War pedindo ao Gordon Brown - ministro da economia que vai suceder Blair no fim do mes - para tirar as tropas britanicas do Iraque. La conheci o Mark e a esposa dele, que vivem a vida pra ser voluntarios e ajudar causas em que acreditam. Passamos a tarde juntos, eu pedindo entrevistas - e assinaturas pra petition, e ele pedindo assinaturas - e entrevistas pra mim. Assim a coisa fluiu, e consegui depoimentos bons. Pena que como eu fui camera e reporter nem sempre o enquadramento ficou bom. Mas deu pra usar.
E assim, com reza braba, algum stress e muita recompensa produzi um dos meus filmes de fim de curso. O melhor foi conhecer tanta gente interessante, e tantos lugares novos. O pior foi levar um bolo e prejuizo de £50, mas isso da pra recuperar. Agora é esperar o resultado.
Escrito por Mari às 19:02:46
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